segunda-feira, 27 de outubro de 2008
sweet poison
Eu a chamava de Veneno. Apesar de sua aparência angelical, a linda criatura de olhos cinzentos, era pior que uma naja legítima. Sua mente fugaz capitava cada detalhe que pudesse me comprometer ou encriminar. Veneno sempre mantinha uma aparência comportada, como se tivesse acabado de sair da Igreja. Muitas vezes, eu imaginava o que tal criatura guardava por baixo de tantos panos. Até cheguei a pensar que fazia mau juízo da garota. Mas foi quando me vi encurralado, sozinho com seu rosto angelical, dentro do elevador velho no prédio caído aos pedaços. Não era de me admirar que aquela coisa velha estragasse. Mas então, foi quando o silêncio se prolongou, que a Veneno se revelou. Sem pronunciar uma única palavra, ela se aproximou. Passou os longos e delicados dedos em minha velha camisa surrada... E o que faria eu, um jovem com os hormônios a flor da pele? Os encantos da Veneno me seduziram... E depois, quando tentei contar a alguém a longa hora que passei apenas ouvindo os gemidos dela, apenas riram e disseram que eu havia delirado. Mas não havia força maior do que o veneno dos lábios de Veneno.
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